quinta-feira, julho 17, 2003

Eu ja tinha desligado o micro. E por um motivo so meu, alguns momentos atras eu havia pego umas fotos velhas para rever umas fotos da Elisa. Eu estava guardando tudo. Ai comecei a ver as fotos. Ja estavam la. Disponiveis. Ah... fotos... Elisa foi tudo de bom. Eu olhava as fotos e lembrava disso. Lembrei-me de o quanto a admiro pela pessoa que ela eh. Mas isso nao me fez escrever o post. Esse album tem fotos diversas. Fotos de quando eu nao tinha camera digital, tinha uma Shadow 600 importada, um chefe que eu adorava e nao tinha cavanhaque. E tinha fotos da despedida do pessoal do escritorio uns 3 anos atras, com todo mundo diferente. E isso deu saudades. Do Flavio, da Shadow, do Angelo... E ai entraram as fotos da Paula. Como eu disse, ta tudo misturado. Ah... Paula. Nao sei porque, a Paula dessas fotos eh tao diferente da Paula que conheco hoje. Lembrei-me do amor intenso que sentia por ela. Que me preenchia, me invadia. Se eu posso falar de amor hoje, devo isso a Paula. E foi tao forte e tao arrebatador e tao rapido. De repente eu estava amando. Eu nao sabia e estava amando. Posso falar de plenitude, porque ja a vivi. E foi bom e acabou um dia. Porque parece que o destino prega pecas, e as coisas nao eram pra ser assim tao felizes por tanto tempo. E hoje vivo o oposto. Nao me prendo, nao me apaixono. Descarto. E como isso me incomoda... Queria viver esse tipo de amor de novo... Foi tao bom... As fotos eram de um acampamento em Ilha Bela que fomos uns 3 anos atras. Ela ja estava gravida ha um mes, mas nao saberiamos por mais dois meses. Por algum motivo, dentro daquela mesma barraca, conversamos sobre a possibilidade de ela engravidar e sobre a nossa reacao, mas com mais enfase na minha reacao. Eu disse categoricamente que jamais permitiria que ela tirasse. Que teria. Foi o que fiz quando fiquei sabendo, enquanto me dividia em felicidade imensa e medo das incertezas do futuro. Foi nessa viagem que dissemos um ao outro que nos amavamos pela primeira vez, no banco de tras do Vectra do Flavio, ao som de "Love me Do" dos Beatles. ... ... ... E passou. Nao a amo mais. ... ... ... E nunca mais amei ninguem. E nao sei se amarei. Tentei. Tentei sim. Mas nao consegui. E a Paula de entao sorria e era espontanea e nao calculava as coisas, se jogava no mundo, nas experiencias, nos meus bracos. E a Paula de depois brigava muito comigo e nao concordava com nada e nao queria permitir que eu visse meus amigos. E a Paula entao sofreu muito porque aos poucos ela matou meu amor mas so percebeu de verdade no dia em que eu a deixei. E a Paula hoje amargurou. Nao sorri mais. Calcula tudo, salario, amigos, horas, segundos. As fotos nunca pareceram tao diferentes. Nao sao outros anos, parecem que sao outras vidas. E sao so tres anos. Rever essas fotos pra mim traz lembrancas incriveis. E me acerta como um martelo ao confrontar minha situacao atual. Insensivel. A tudo, a todos. Menos ao Lucca. O Lucca eh meu ceu e minha terra. Meu tudo. Extrai o melhor de mim, a bondade, a caridade, a vontade ser alguem melhor. O amor. O Lucca eh minha experanca e minha prova de que ainda posso amar de verdade. Tambem sofro de um amor intenso pela raca humana, mas esse eh muito abstrato. Depois disso tudo sei que cresci. Amadureci. Passei de jovem a velho. Noto claramente minha mudanca de atitudes. Aceito as porradas do mundo como uma rocha. Nao me abalo mais. Nada mais me choca. A Paula tambem, mas ela endureceu. Parece outra. Experiencias incriveis. Eu que adoro uma emocao acabei vivendo uma das maiores montanhas russas sentimentais. E eu daria toda a volta de novo. Por que eu quero que os baixos se fodam. Eu quero os altos!

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