quarta-feira, agosto 13, 2003

Acabei de receber da minha amiga Ale e preciso comentar. O texto esta em azul, meus comentarios em verde: Ter vinte e poucos anos... (Isto é chamado de "crise de um quarto de vida) É quando você pára de sair com a galera e começa a perceber muitas coisas sobre você que você mesmo não conhece e pode não gostar disso (posso dizer que me conheco razoavelmente bem). Você começa a se sentir inseguro e pensar sobre onde você vai estar daqui a um ano ou dois, mas de repente se sente inseguro porque você mal sabe onde está agora (de fato penso sobre onde vou estar em alguns anos, mas nao estresso com isso. Muito menos fico inseguro. E eu sei muito bem onde estou agora.) . Você começa a perceber que as pessoas são egoístas (nao comecei a perceber isso so agora) e que, talvez, aqueles amigos que você pensou que eram tão próximos não são exatamente as melhores pessoas que você encontrou em seu caminho (sao sim), e pessoas que você perdeu o contato eram algumas das mais importantes (eu diria quase tao importantes, pessoas sempre fazem falta). O que você não consegue perceber é que eles percebem isso também, e não estão sendo frios, grosseiros, ou falsos, mas estão tão confusos quanto você (quem disse que eu nao consigo perceber? Acho que vc esta assumindo um pouco demais, nao acha?). Você olha para seu emprego...e não é nem perto do que você imaginava que estaria fazendo (gracas a Deus!!), ou talvez você esteja procurando emprego e percebendo que vai começar do zero e isso pode te assustar. Suas opiniões se tornaram mais fortes. Você vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando mais do que o usual (pelo contrario, julgo muito menos do que antes), porque você percebe que desenvolveu certo limites na sua vida e está constantemente adicionando coisas na sua lista do que é aceitável e o que não é (de novo, isso sao regras que se aplicam a mim. Cada um vive como quer.). Em um minuto você está inseguro e no próximo, seguro. Você ri e chora com a maior força da sua vida (nao posso dizer isso, ja passei por situacoes mais intensas). Você se sente sozinho, assustado e confuso (nao, nao e nao). De repente, a mudança é sua maior inimiga (so se for a sua...) e você tenta se agarrar ao passado com a vida boa (nao, nao tento. O passado passou.), mas logo percebe que o passado está cada vez mais longe, e não há nada a se fazer a não ser ficar onde está ou caminhar para a frente (correcao: nao ha nada a fazer a nao ser caminhar pra frente. Ponto. Ficar onde esta? Aos 25 anos? Ta louco?). Você tem seu coração quebrado e pensa como alguém que você amava tanto pôde causar tanto estrago em você. Ou você fica deitado na cama e pensa por que você não poderia encontrar alguém decente o suficiente que você queira conhecer melhor (acho que nao...). Ou às vezes você ama alguém e ama outro alguém também e não consegue imaginar porque você faz isso, já que você sabe que não é uma má pessoa (mas tambem nao eh la uma pessoa muito boa...). Ficar com alguém por uma noite ou galinhar começam a parecer ridículos (comeca? Se estou descompromissado isso comeca a parecer uma boa ideia...). Agir como um idiota se torna patético (e nao foi sempre?). Você sente as mesmas coisas e enfrenta as mesmas questões de novo e de novo, e conversa com seus colegas sobre as mesmas coisas porque você não consegue tomar decisões (consigo sim). Você se preocupa sobre empréstimos, dinheiro, o futuro e construir sua própria vida... e enquanto ganhar a corrida seria maravilhoso, neste momento você gostaria apenas de participar (eu ja participo)! O que você pode não perceber é que todos que lêem isso encontram algo em comum (aparentemente, nem todos). Estamos em uma das melhores e piores épocas da vida (nao, nao estamos. Para mim, o agora eh sempre a melhor), tentando o máximo que podemos acabar com isso (nao quero acabar com nada... quero viver!!).

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