Eu, apenas um
(Mais um post provocado pelo Abujamra, ao entrevistar uma moradora de rua gravida)
Qual o meu tamanho? O que me leva a conclusoes sobre o mundo e o que essas conclusoes tem o direito de realizar? Ate onde posso interferir no mundo em que vivo e nas pessoas a minha volta? Quao melhor que o resto eu sou?
Me parecem perguntas triviais, diante do meu breve um quarto de seculo. Mas dizem que experiencia nao se mede com idade. E nem sabedoria. Deve ser verdade. Vejo pessoas vividas, inteligentes, e ainda assim, incapazes de responder perguntas tao simples.
Amigos, colegas, parentes, conhecidos, desconhecidos. Todos passam por cima do seu colega cidadao se for por si proprio. Ha sempre uma justificativa. Nunca eh injusto. Obvio, quem pratica o ato sempre o tem como justo. Ou nao? Realmente, nao sei. Tenho consciencia das injustica que cometo e elas me assombram a noite. Sou so eu? Sera que as outras pessoas nao sabem das suas injusticas, ou simplesmente nao sofrem com elas?
Pergunto-me se quando um homem publico pensa sobre seu novo apartamento em Copacabana de frente pro mar ou no Morumbi num condomini fechado ele se lembra de quantas criancas nao deixaram de comer, quantas gravidas nao deixaram de parir com assistencia adequada, quantos adultos nao dormem analfabetos todos os dias para que ele possua seus itens de primeira necessidade.
Sou so eu? Ajudem-me? Sou?
O homem publico... Ah, o homem publico. Nao somos homens publicos. Ainda assim, no ambito privado, vejo grotescas movimentacoes. O homem privado tem o direito de se manter alheio. No minimo.
O fato de eu ser correto, nao puxar o tapete de ninguem, nao corromper ou ser corrompido, faz diferenca? A resposta eh clara: Faz, para mim apenas. Vivo no mundo que enxergo e que planto.
Ainda assim, assistir a uma mulher gravida que mora embaixo de uma ponte e tera seu filho la me faz triste. Fico triste com frequencia. Falo sobre isso com as pessoas. Elas percebem. Dia desses estava no onibus e vi um vendedor ambulante. Foi suficiente para imaginar toda uma vida. O desespero, a desesperanca.
Estou triste.
...
Ha remedio? Devo parar de me informar? Seria essa a solucao? Is ignorance a bliss? Talvez nao vendo o mundo cao eu consiga imagina-lo mais bonito. O meu mundo interno, a maneira como o vejo, seria bela.
Nao. Nao conseguiria. Gosto de ver o sangue sair quando estou doando-o. Faz parte.
Prefiro saber.
Qual o meu tamanho? O que me leva a conclusoes sobre o mundo e o que essas conclusoes tem o direito de realizar? Ate onde posso interferir no mundo em que vivo e nas pessoas a minha volta? Quao melhor que o resto eu sou?
Me parecem perguntas triviais, diante do meu breve um quarto de seculo. Mas dizem que experiencia nao se mede com idade. E nem sabedoria. Deve ser verdade. Vejo pessoas vividas, inteligentes, e ainda assim, incapazes de responder perguntas tao simples.
Amigos, colegas, parentes, conhecidos, desconhecidos. Todos passam por cima do seu colega cidadao se for por si proprio. Ha sempre uma justificativa. Nunca eh injusto. Obvio, quem pratica o ato sempre o tem como justo. Ou nao? Realmente, nao sei. Tenho consciencia das injustica que cometo e elas me assombram a noite. Sou so eu? Sera que as outras pessoas nao sabem das suas injusticas, ou simplesmente nao sofrem com elas?
Pergunto-me se quando um homem publico pensa sobre seu novo apartamento em Copacabana de frente pro mar ou no Morumbi num condomini fechado ele se lembra de quantas criancas nao deixaram de comer, quantas gravidas nao deixaram de parir com assistencia adequada, quantos adultos nao dormem analfabetos todos os dias para que ele possua seus itens de primeira necessidade.
Sou so eu? Ajudem-me? Sou?
O homem publico... Ah, o homem publico. Nao somos homens publicos. Ainda assim, no ambito privado, vejo grotescas movimentacoes. O homem privado tem o direito de se manter alheio. No minimo.
O fato de eu ser correto, nao puxar o tapete de ninguem, nao corromper ou ser corrompido, faz diferenca? A resposta eh clara: Faz, para mim apenas. Vivo no mundo que enxergo e que planto.
Ainda assim, assistir a uma mulher gravida que mora embaixo de uma ponte e tera seu filho la me faz triste. Fico triste com frequencia. Falo sobre isso com as pessoas. Elas percebem. Dia desses estava no onibus e vi um vendedor ambulante. Foi suficiente para imaginar toda uma vida. O desespero, a desesperanca.
Estou triste.
...
Ha remedio? Devo parar de me informar? Seria essa a solucao? Is ignorance a bliss? Talvez nao vendo o mundo cao eu consiga imagina-lo mais bonito. O meu mundo interno, a maneira como o vejo, seria bela.
Nao. Nao conseguiria. Gosto de ver o sangue sair quando estou doando-o. Faz parte.
Prefiro saber.

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial