Riscos
Conversava com uma amigona sobre riscos. Resolvi trazer a voces minha ideia sobre os mesmos.
Riscos sao ferramentas muito necessarias. Digo ferramentas mesmo, do tipo que vc pega e usa para martelar, serrar, etc... Riscos sao necessarios para criarmos nossa visao de mundo, para que o mundo seja como queremos e nao como ele quer que sejamos.
Qual a graca de uma vida sem riscos? Qual a graca de comer sempre a mesma coisa, da mesma maneira? Qual a graca de fazer a mesma coisa sempre?
Nenhuma.
Por isso o risco. Percebi que ando procurando-o bastante ultimamente. Alem do que devia ate. O maior problema eh quando procuro-o em dois lugares: na minha moto e na minha vida emocional.
O primeiro caso nao me preocupa tanto. O maximo que pode acontecer eh eu morrer, e isso eh problema de quem fica, porque eu vou estar legalzinho do outro lado. Eh no segundo que o bicho pega, porque ele sim machuca. Pior, magoa. (Anyway, esse nao eh um post sobre sentimentozinhos tipo a magoa. Vamos seguindo.)
Adrenalina. Vem junto com o risco. Administra-la eh especialmente prazeroso. Viver no limite.
Administrar a velocidade maxima que pode-se correr no corredor de motocicletas, a dezenas de quilometros por hora, passando a cinco centimentros de cada carro. Procurar o ponto em que consigo frear se me fecharem rapido o suficiente para nao morrer, mas ainda conseguir uma puta emocao.
Administrar a tensao da sensualidade. Sorrir para ela. Sabe-la perigosa e curtir isso. Manobra-la. Eventualmente cair, mas imediatamente levantar-se e lembrar que cair faz parte, e se nao fosse assim, nao haveria risco.
Sentir o coracao pulsar dentro de si durante uma esticada na avenida e ainda ver-se vivo eh semelhante ao primeiro beijo. Eh sentir-se vivo.
Passo diariamente em frente ao Aeroporto e de vez em quando um aviao esta decendo bem quando passo, de moto. Ele se encontra bem acima de mim quando estou sobre um viaduto em uma enorme curva. Faco questao de olhar sempre para cima para ve-lo, gigante, voando, exuberante, sobre mim, enquanto eu mesmo sigo outra direcao. Eh disso que falo.
Ao me deparar com uma situacao de risco tenho duas opcoes. Uma eh vive-lo e me confrontar com a possibilidade de perder a aposta e viver o que qualifica o risco como tal ou ainda confrontar a possibilidade de que o risco nao se confirmou e que consegui viver a situacao sem maiores problemas. Outra opcao eh nao viver o risco. Enfase na palavra viver. Em uma opcao eu vivo. Na outra nao. Qual voces acham que eu escolho?
Eh isso. Administrar o risco, ainda que alguns riscos eu nao corra, ja que percebi por probabilidade que em alguns casos a banca sempre ganha.
Nos outros... continuo apostando.
Riscos sao ferramentas muito necessarias. Digo ferramentas mesmo, do tipo que vc pega e usa para martelar, serrar, etc... Riscos sao necessarios para criarmos nossa visao de mundo, para que o mundo seja como queremos e nao como ele quer que sejamos.
Qual a graca de uma vida sem riscos? Qual a graca de comer sempre a mesma coisa, da mesma maneira? Qual a graca de fazer a mesma coisa sempre?
Nenhuma.
Por isso o risco. Percebi que ando procurando-o bastante ultimamente. Alem do que devia ate. O maior problema eh quando procuro-o em dois lugares: na minha moto e na minha vida emocional.
O primeiro caso nao me preocupa tanto. O maximo que pode acontecer eh eu morrer, e isso eh problema de quem fica, porque eu vou estar legalzinho do outro lado. Eh no segundo que o bicho pega, porque ele sim machuca. Pior, magoa. (Anyway, esse nao eh um post sobre sentimentozinhos tipo a magoa. Vamos seguindo.)
Adrenalina. Vem junto com o risco. Administra-la eh especialmente prazeroso. Viver no limite.
Administrar a velocidade maxima que pode-se correr no corredor de motocicletas, a dezenas de quilometros por hora, passando a cinco centimentros de cada carro. Procurar o ponto em que consigo frear se me fecharem rapido o suficiente para nao morrer, mas ainda conseguir uma puta emocao.
Administrar a tensao da sensualidade. Sorrir para ela. Sabe-la perigosa e curtir isso. Manobra-la. Eventualmente cair, mas imediatamente levantar-se e lembrar que cair faz parte, e se nao fosse assim, nao haveria risco.
Sentir o coracao pulsar dentro de si durante uma esticada na avenida e ainda ver-se vivo eh semelhante ao primeiro beijo. Eh sentir-se vivo.
Passo diariamente em frente ao Aeroporto e de vez em quando um aviao esta decendo bem quando passo, de moto. Ele se encontra bem acima de mim quando estou sobre um viaduto em uma enorme curva. Faco questao de olhar sempre para cima para ve-lo, gigante, voando, exuberante, sobre mim, enquanto eu mesmo sigo outra direcao. Eh disso que falo.
Ao me deparar com uma situacao de risco tenho duas opcoes. Uma eh vive-lo e me confrontar com a possibilidade de perder a aposta e viver o que qualifica o risco como tal ou ainda confrontar a possibilidade de que o risco nao se confirmou e que consegui viver a situacao sem maiores problemas. Outra opcao eh nao viver o risco. Enfase na palavra viver. Em uma opcao eu vivo. Na outra nao. Qual voces acham que eu escolho?
Eh isso. Administrar o risco, ainda que alguns riscos eu nao corra, ja que percebi por probabilidade que em alguns casos a banca sempre ganha.
Nos outros... continuo apostando.

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