A mulher (im)perfeita
Recentemente fiquei sabendo que a modelo Kate Moss jogou na piscina o laptop do namorado, vocalista do Kills. O laptop tinha algumas canções inéditas do grupo. Perda irrecuperável (talvez seria se os estúdios não tivessem os originais, o que duvido que não tinham). Ouvi na Band News FM, na voz de Ines de Castro, uma colunista bem interessante.
E daí?
Daí que a Ines de Castro comenta que Mrs. Moss teve uma escultura sua recentemente feita em ouro, e que só assim para um homem querer ficar perto dela: em ouro, parada e calada, além de pronta para ser derretida.
É verdade.
Hoje, depois de tantos relacionamentos passados fracassados (oras, se estou só hoje, todos os relacionamentos só podem ter fracassado), me pego absolutamente intolerante em diversos aspectos. Mulheres malucas é um deles, sem a menor sombra de dúvida.
É engraçado como a gente muda. Até uma certa idade engolimos muita coisa que não gostamos e que não concordamos. Em nome do amor, em nome do sexo, em nome da família, em nome de sei lá o que.
Eu já não sustento mais um monte de coisas. Nem em nome do amor, nem em nome do sexo. Na verdade, nem em nome de nada.
Fico pensando, o que seria de mim se tivesse me amarrado, "até que a morte me separasse", aos vinte e poucos anos. Suportaria mais? Seria menos intolerante? Mais altruísta?
Ou só mais acomodado?
Depois de um tempo os castelos que construímos ao longo da adolescência e da primeira juventude parecem ter sua névoa discipada. Sobra, a meu ver, muita razão.
Razão: outro nome para intolerância?
Algo que aprendi nesses anos todos: a mulher perfeita não existe.
O que isso significa?

5 Comentários:
A minha visão sobre os seus comentários sobre relacionamento é que também é uma ótima forma de aprendizado construir um relacionamento com alguém que se goste. Mas há várias formas de aprender nessa vida, talvez o casamento seja a forma mais difundida por aí, talvez se vc tivesse "se amarrado" aos vinte e poucos anos vc poderia estar vivenciando essa experiência, aprendendo a ser mais paciente, e tolerante talvez, concordo quando vc fala sobre essa "razão" ter ressaltado a sua intolerância. Mas eu venho em defesa do casamento e acredito que duas pessoas inteligentes podem viver muito bem juntas para o resto da vida, muitas vezes se encantando com pequenas coisas, como por exemplo olhando juntos seus filhos dormirem e se admirando do quão maravilhoso poder ver refletido nas pequenas crianças provas vivas do amor daquele casal. Talvez eu seja romântica demais para sua visão racional de mundo, mas o belo da vida é poder, cada um a seu jeito, ser feliz!!!
Beijos,
Lucimara
Só mais uma coisa: ninguém é perfeito!
Porque o título do seu post é tão machista?!?!?!
Oi Lu,
O titulo do post não é machista, é só uma confirmação do que você disse: ninguém é perfeito. Talvez eu acreditasse na mulher perfeita uns anos atrás.
Não sou contra o casamento, só que as vezes sinto que não é pra mim, só isso.
Esse post reflete meu momento atual, não sei como isso vai se refletir em mim daqui uns anos. Ou daqui um ano. Ou daqui 6 meses. Ou amanhã...
:)
Pois eh Gi....o ser humano eh imperfeito, homem ou mulher. Tambem nao existe certo ou errado nos relacionamentos, o certo eh ficarmos felizes com a escolha que fizemos.
Pra escolher ficar junto de alguem, precisamos abrir mao de algumas coisas, mas para escolher ficarmos sozinhos, abrimos mao de outras. Temos que decidir o que nos nos faz mais feliz !
Mulher perfeita é a minha...E ela tem o homem perfeito também...Ah, e o filho perfeito...Nós somos o máximo.Hahaha.
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