sexta-feira, abril 01, 2005

Terri Schiavo e os Estados Unidos

A Terri Schiavo morreu, após 13 dias sem comida, já que o marido dela conseguiu o direito na justiça de remover o tubo que a alimentava artificialmente. É uma pena.
Acho que, apesar de diversos fatores, ela tinha direito a morrer. Imagine você preso a um corpo que não pode mexer, com qual nada pode sentir. Eu preferia morrer. É o pior dos cárceres, e pior, completamente injusto, pelo menos dentro da compreensão momentânea, uma vez que nenhum crime foi cometido.
Mas não sobre isso eu queria discutir. Agora a mulher se foi. É leite derramado, não há mais o que fazer. Mas nesse exato momento existem diversas pessoas acampadas em frente do hospital em que Terri estava hospitalizada, exigindo um monte de direitos, proclamando que absurdos foram cometidos. O próprio presidente Bush tentou pressionar a suprema corte americana a reabrir o caso, enquanto se esquecia da irreversível separação entre executivo e judiciário.
Eu quero chegar no seguinte:

Esse é o mesmo povo que invadiu o Iraque e matou centenas de milhares de pessoas.

Há sentido nisso? Eu não vejo nenhum, se alguém estiver vendo me explique, por caridade. Como um povo pode brigar para, contra a posição mundial e portanto criminalmente, quase exterminar uma nação pobre e já tão violentada sob pretextos falsos e acusações nunca comprovadas e, ao mesmo tempo, reclamar da aprovação perfeitamente legal da morte de um dos seus, que agonizava em completa solidão? É completamente absurdo.
Cada dia entendo menos da condição humana.

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