sexta-feira, julho 11, 2003
Lembram que eu falei que iamos ter perolas das pessoas que trabalham comigo? Vejam algumas:
- Pega minha brusa? (Silvana Camargo)
- Voces viram aquele filme, Predomina?§?�o? (Marcio de Sa)
- Voce pode abaixar aquele arquivo pra mim? (Patricia Morello)
- Essa crise da Pneumonia Asm??tica esta atrapalhando a economia mundial... (Silvana Camargo)
- Adoro os filmes do Nicolas Cake!! (Silvana Camargo)
- Fiquei sabendo que uns caras iam faquear umas lojas. (Patricia Morello)
- Nao joga isso ni mim. (Silvana Camargo)
- Esse tal de AB Tronic faz ginastica pac?�fica, nao eh? (Silvana Camargo)
- Qual o nome da Maria? (Daniela Muller)
- Eh so fazer o potrocolo e pronto! (Patricia Morello)
- Favor lancer todos os dados na planilha. (Flavio Simonini)
- Eh so bote ali em cima que fica bom. (Guilherme Borges)
- Nois vamos almocar? (Guilherme Borges)
- Recebi um Curriculum Vital. (Silvana Camargo)
Outras:
Silvana Camargo (sempre ela), apos o garcon do Franz Cafe trazer um Frape de Chocolate, e dizer "Seu Frape de Chocolate" em alto e bom tom:
- O que que ?© isso?
Interjeicao:
Oia! (Guilherme Borges)
Placar final:
Silvana (lider isolada): 7
Patricia Morello: 3
Guilherme Borges: 3
Marcio de Sa: 1
Daniela Muller: 1
Flavio Simonini: 1
Eu sai invicto...
Devo estar ficando famoso... Arranjei ate uma stalker. Por email. Amiradora obsessiva compulsiva secreta.
Isso explica a alta de visitas nos ultimos dias...
quinta-feira, julho 10, 2003
Sim, eu to pesado. Meio de saco cheio.
Saco cheio de viver em mundo em que nao pertenco. Saco cheio de pessoas falsas. Saco muito cheio.
Por sorte isso nao me faz infeliz. Aprendi a tempos a lidar com sentimentos que entristecem. Depressoes nao me atingem. Aprendi a estar de queixo erguido. Feliz.
E tenham certeza, que como eu disse no texto que acabei de postar, fazer minha parte ajuda.
Ter um filhinho lindo tambem. Eh a personificacao da pureza. Quer coisa mais gostosa que cheiro de cabelo de crianca. Ou crianca dormindo? Nao ha.
Ter amigos verdadeiros tambem.
E bla bla bla. Minha lista de coisas que gosto ja foi postada (ainda que incompleta). Procurem...
Mais uma vez minha fonte de discussao eh um email recebido por um amigo. Dessa vez foi a Mari. Saudades, Mari. Ja. Saudades.
Vejam o texto. Meu comentario esta abaixo. O autor nao veio identificado:
"SOU UMA PESSOA COMUM!
Minha criação foi baseada em princÃpios morais comuns. Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que os "lanterninhas" dos cinemas nos expulsassem devido à s batidas com os pés no chão quando uma determinada música era tocada no inÃcio dos filmes, nas matinês de domingo. Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos, e/ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder deseducadamente a policiais, mestres, aos mais idosos, autoridades. Confiávamos nos adultos porque todos eram pais/mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade. TÃnhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror. Ouvindo hoje o Jornal da noite, deu-me uma tristeza infinita por tudo que perdemos. Por tudo o que meu filho precisa temer. Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos. Matar os pais, os avós, violentar crianças, seqüestrar jovens, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidades de notÃcias policiais, esquecidas após o primeiro intervalo comercial. Agentes de trânsito multando infratores são exploradores, funcionários de indústrias de multas. Policiais em blitz são abuso de autoridade. Regalias em presÃdios são matéria votada em reuniões. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem é ser otário. Pagar dÃvidas em dia é bancar o bobo, anistia para os caloteiros de plantão. Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara d anjo, pedófilos de cabelos brancos. O que aconteceu conosco? Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas portas e janelas. Crianças morrendo de fome, gente com fome de morte. Que valores são esses? Carros que valem mais que abraço, filhos querendo-os como brindes por passar de ano. Celulares nas mochilas dos que recém largaram as fraldas. TV, DVD, telefone, vÃdeo game, o que vai querer em troca desse abraço, meu filho? Mais vale um Armani do que um diploma. Mais vale um telão do que um papo. Mais vale um baseado do que um sorvete. Mais vale dois vinténs do que um gosto. Que lares são esses? Bom dia, boa noite, até mais. Jovens ausentes, pais ausentes, droga presente e o presente uma droga. O que é aquilo? Uma árvore, uma galinha, uma estrela. Quando foi que tudo sumiu ou virou ridÃculo? Quando foi que senti amor pela última vez? Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho? Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado sem sentir medo? Quando foi que fechei a janela do meu carro? Quando foi que me fechei? Quero de volta a minha dignidade, a minha paz e o lugar onde o bem e o mal são contrários, onde o mocinho luta com o bandido e o único medo é de quem infringe, de quem rouba e mata. Quero de volta a lei e a ordem. Quero liberdade com segurança. Quero tirar as grades da minha janela para tocar as flores. Quero sentar na calçada, e minha porta aberta nas noites de verão. Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olho no olho. Quero a vergonha, a solidariedade e a certeza do futuro. Quero a esperança, a alegria. Eu quero ser gente e não peça de um jogo manipulado por TV a cabo. Eu quero a notÃcia boa, a descoberta da vacina, a plantação do arroz. Eu quero ver os colonos na terra, as crianças no colégio, os jovens divertindo-se, os velhinhos contando histórias. Eu quero um emprego decente, um salário condizente, uma oportunidade a mais. Uma casa para todos, comida na mesa, saúde a mil. Quero livros e cachorros e sapatos e água limpa. Não quero listas de animais em extinção. Não quero clone de gente, quero cópia das letras de música. Eu quero voltar a ser feliz! Quero dizer basta a esta inversão de valores e ideais. Quero mandar calar a boca de quem diz "a nÃvel de", "neste paÃs", "enquanto pessoa", "eles tem que", "é preciso que". Quero xingar quem joga lixo na rua, quem fura a fila, quem rouba um lápis, quem ultrapassa a faixa, quem não usa cinto, quem não paga as suas contas, quem não dignifica meu voto. Quero rir de quem acha que precisa de silicone, lipoaspiração, implante, dieta, cirurgia plástica, carro zero e quem sabe até um importado, laptop, bolsa XYZ, calça ZYX para se sentir inserido no contexto ou ser "normal". Abaixo a ditadura do "tem que", as receitas de bolo para viver melhor, as técnicas para pensar, falar, sentir! Abaixo o especialista, o sabe-tudo rodeado de microfones e câmeras! Abaixo o "TER", viva o "SER"! E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de abril, leve como a brisa da manhã! E definitivamente comum, como eu... ADORO O MUNDO SIMPLES, COMUM E HUMILDE." Voces nao adoram frases prontas? "O que aconteceu conosco?" ou "Quero a esperança, a alegria.". Sera possivel ser mais obvio? Mas meu problema com esse texto nao eh esse. O texto foi escrito com sentimento, mas nao deixa de ser infantil. Eh um sentimento de quem nao conhece o mundo em que vive ou muito menos a si mesmo. Eh engracado ver esse texto sendo repassado ai por milhares de pessoas. Viva a internet! Viva a banalizacao da palavra (da qual eu faco parte, afinal, isso eh um blog). Viva a filosofia barata e o sentimento infantil. Viva a rima de adverbio de modo! Viva! O melhor desse texto eh o fato de que ele foi escrito por um brasileiro. Ele tem ate acentos (acessorios desnecessarios na minha opiniao). Nao vi muitos erros de portugues, e nem poderia questiona-los, afinal, cometo-os aos montes. So quero apontar que a pessoa sabia escrever. Tem alguma educacao. Mas a educacao tambem ja esta banalizada. Confundem informacao com cultura. Formacao com sabedoria. Continuando... O autor pede, alias, pede nao, clama, por um mundo melhor. Mas ele mesmo se pergunta, por exemplo "quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado sem sentir medo". Acho isso lindo. Eh a mea culpa. Nos permite viver. Nos da meios para encontrar o proximo dia. Entao minha conclusao, sem meias voltas, afinal voces ja leram esse texto bem grandinho ai em cima, eh a seguinte: Faca a sua parte. Pare de reclamar. Eu nao quero emails de "o mundo podia ser melhor". Eu faco a minha parte. Mas se vc adora reclamar e odeia que reclamem, ou nao distribui amor mas o quer mesmo assim, ou odeia enchente mas joga lixo no chao, ou reclama de educacao e civilidade mas fuma em lugares onde eh proibido fumar, ou qualquer coisa na mesma linha, entao vamos combinar uma coisa. Voce fica ai, e eu fico aqui, ta legal? Ate discuto com vc, mas se vc for ficar ofendidinho quando eu te perguntar porque vc nao pratica o que prega, entao melhor nem comecar. To de saco cheio dessa sociedade hipocrita.terça-feira, julho 08, 2003
Silvana Camargo, segurando uma bolinha de mouse nas maos, diz:
"O que que eh isso? Uma bolinha?"
Eh mole?
O Amarula agora tem dominio proprio. Anotem:
http://www.amarulacomsucrilhos.com.br/.
Esse povo ta muito chique!
Em tempo: Ja atualizei ai do lado.
segunda-feira, julho 07, 2003
Acho legal quem se compromete a atualizar o blog periodicamente. Gente como a Dani que atualiza o Mundo Perfeito diariamente, o Marcio que se compromente a todo dia colocar algo no Playground, e o Jaime que mes sim, mes nao, coloca algo no Vanitas. Bonito mesmo.
Mais um pra lista dos blogs amigos: Ferino mas doce, do Sylvio, meu chefe e jornalista esportivo da Gazeta. E pffffff... santista... tadinho...


