A relatividade da verdade
Não acredito que a verdade seja relativa. Ou algo é, ou não é. Não acho que a verdade possa ter mais de um lado.
Pontos de vista vão existir sempre, mas como diz um amigo, um ponto de vista é a vista de um ponto, não é a verdade. A verdade é muito maior que este ou aquele ponto de vista. E quanto mais ela se fizer pessoal, menos verdade será.
Ao analizar qualquer situação, atendo-se a fatos e não a lados, apenas uma verdade existirá. E se parecer haver mais de uma verdade então falta compreensão da situação de quem a analisa, seja grupo ou indivíduo.
Da mesma forma que a Lua não pode ser branca e negra ao mesmo tempo, nada pode ser ao mesmo tempo belo e feio, certo e errado, bom e mau, verdadeiro e falso, justo e injusto. Há sim, adaptações, que permitem dar ao feio características do belo, mas ele nunca será belo, mas será sempre o que é, feio. Para tornar-se belo deve deixar de ser feio e não adornar-se de belezas de plástico, falsas.
Pode-se argumentar, por exemplo, que roubar quando se tem fome não é errado. Mas o adorno da fome não torna o roubo certo.
Pode-se argumentar ainda que a injustiça sofrida por um país invasor é humilhante e injusta, e por isso justificar a guerra. Mas a humilhação e a injustiça não tornam o assassinato justo.
Nas discussões humanas predomina a justificativa, o adorno. O ser humano é incapaz de se assumir feio, injusto e mau. Precisa sempre ser belo, justo e bom, ainda que intimamente sinta que não é. Admitir-se mau é o início do caminho para ser bom, e o mesmo vale para todas as outras coisas, porque alguém não pode ser bom se antes não era mau e então tomar conciência disso e sozinho optar pelo caminho oposto.
Adornando nossas condutas somos como gordos carnavalescos; muito fantasiados, bonitos até, mas por dentro temos nossas artérias entupidas e podres. Não percebemos ainda que o adorno é pesado e difícil de carregar e manter.
Encarar a verdade de frente é a como tirar uma máscara. Ver-se podre é difícil, mas é melhor do que se manter ridículo e mascarado, quando todos nos percebem assim, às vezes até mesmo nós.
Interessante, no mínimo, é notar o outro e não a si mesmo. Apontar o dedo para a falta de verdade no outro é apontar a si mesmo. Fala-se mal do outro e faz-se pior. Que mundo somos nós! Que sociedade!
Pontos de vista vão existir sempre, mas como diz um amigo, um ponto de vista é a vista de um ponto, não é a verdade. A verdade é muito maior que este ou aquele ponto de vista. E quanto mais ela se fizer pessoal, menos verdade será.
Ao analizar qualquer situação, atendo-se a fatos e não a lados, apenas uma verdade existirá. E se parecer haver mais de uma verdade então falta compreensão da situação de quem a analisa, seja grupo ou indivíduo.
Da mesma forma que a Lua não pode ser branca e negra ao mesmo tempo, nada pode ser ao mesmo tempo belo e feio, certo e errado, bom e mau, verdadeiro e falso, justo e injusto. Há sim, adaptações, que permitem dar ao feio características do belo, mas ele nunca será belo, mas será sempre o que é, feio. Para tornar-se belo deve deixar de ser feio e não adornar-se de belezas de plástico, falsas.
Pode-se argumentar, por exemplo, que roubar quando se tem fome não é errado. Mas o adorno da fome não torna o roubo certo.
Pode-se argumentar ainda que a injustiça sofrida por um país invasor é humilhante e injusta, e por isso justificar a guerra. Mas a humilhação e a injustiça não tornam o assassinato justo.
Nas discussões humanas predomina a justificativa, o adorno. O ser humano é incapaz de se assumir feio, injusto e mau. Precisa sempre ser belo, justo e bom, ainda que intimamente sinta que não é. Admitir-se mau é o início do caminho para ser bom, e o mesmo vale para todas as outras coisas, porque alguém não pode ser bom se antes não era mau e então tomar conciência disso e sozinho optar pelo caminho oposto.
Adornando nossas condutas somos como gordos carnavalescos; muito fantasiados, bonitos até, mas por dentro temos nossas artérias entupidas e podres. Não percebemos ainda que o adorno é pesado e difícil de carregar e manter.
Encarar a verdade de frente é a como tirar uma máscara. Ver-se podre é difícil, mas é melhor do que se manter ridículo e mascarado, quando todos nos percebem assim, às vezes até mesmo nós.
Interessante, no mínimo, é notar o outro e não a si mesmo. Apontar o dedo para a falta de verdade no outro é apontar a si mesmo. Fala-se mal do outro e faz-se pior. Que mundo somos nós! Que sociedade!
