terça-feira, novembro 30, 2004

Um ano de namoro

Essa música está aqui por um motivo específico: Hoje fazemos, eu e a Mariana, um ano de namoro.
Apesar de a música se colocar no futuro do pretérito, meu amor, você sabe que é presente, mais do que nunca!

 
Barão Vermelho
Por Você

Por você eu dançaria tango no teto
Eu limparia os trilhos do metrô
Eu iria a pé do Rio a Salvador
Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Por você eu deixaria de beber
Por você eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia pra virar burguês

Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome

Desejaria todo o dia a mesma mulher

Por você, por você
Por você, por você

Por você conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu de vermelho
Eu teria mais herdeiros que um coelho
Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria à prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher

Por você, por você
Por você, por você


Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo o dia a mesma mulher

Por você, por você
Por você

segunda-feira, novembro 29, 2004

VoIP

Até há algum tempo atrás não tínhamos opção na hora de realizar ligações telefônicas; tínhamos o serviço do grupo Telebrás (como Telerj, Telesp e afins) para ligações locais e da Embratel para DDD. Celular nem se fala, era inexistente. Hápoucos anos o mercado foi aberto e atualmente quem quiser pode abrir uma empresa de telefonia, prestando serviços locais, de longa distância e de telefonia celular. Foi um grande passo. Mas e agora?
Passamos de um monopólio estatal para um oligopólio privado. Poucas empresas, em sua maioria estrangeiras, com cacife para bancar o custo de uma empresa de telefonia estão operando no país, e ainda que ofereçam serviços melhores (indiscutivelmente), os preços ainda não estão agradando. E pior, os lucros vão para os Estados Unidos, Espanha, Portugal, e por aí vai.
A solução está nessa pequena sigla: VoIP. Guarde bem essas quatro letras. Para quem ainda não sabe, elas significam Voice over IP, ou Voz sobre IP não vou explicar IP, procurem no Google.
Voz sobre IP é uma tecnologia que permite a você, entusiasta de computadores, hoje, e sua mãe, sua vó e sua vizinha, em uns três anos, falar ao telefone utilizando a internet como meio de transporte para a voz. O que isso quer dizer?
Quer dizer que se você tem uma conexão com a internet pode falar pelo telefone com o mundo inteiro sem pagar nada, ou quase nada.
Na verdade isso já é possível há algum tempo. Todos devem se lembrar que o ICQ, o MSN Messenger e o Yahoo Messenger, só para citar os mais famosos, já nos habilitam a conversar pela internet usando a voz háalguns anos. A grande diferença é que agora não temos mais aqueles delays horríveis de antes. Isso se deve a popularização da banda larga, ao aumento da velocidade da internet em geral e ao protocolo usado pela voz sobre IP, que, diferente do TCP não controla a integridade dos pacotes, ficando muito mais leve.
O expoente mais famoso da VoIP hoje é o Skype. Similar a um programa de mensagem instantâneas ele se concentra na Voz e oferece um serviço muito bom, sem delays para conversas pelo mundo, funciona ainda atrás de firewalls, o que levou algumas empresas a já adotá-lo e começarem a cortar custos. Não fosse só isso o Skype veio abrindo precedência quando permitiu a qualquer mortal neste planeta ligar para qualquer telefone do mundo, fixo ou celular, por um custo absolutamente baixo (com seu produto pago, o Skype-out). A pessoa que está sendo chamada não tem sequer noção que está recebendo uma ligação via internet. O custo jávale a pena para realizar ligações interurbanas no Brasil, só para se ter uma idéia.
Muito bom, mas é preciso ligar o computador para fazer ligações? Não necessariamente. Conforme dito o Skype abriu um precedente. Citando um exemplo, uma empresa americana chamada Vonage, em conjunto a Linksys, criouum aparelho que, ligado a um hub permite-se conectar um aparelho comum de telefone. Fica assim: Modem de acesso a banda larga, hub, aparelho intermediário, telefone. O computador se liga também ao hub, acessando normalmente a internet, mas o telefone fica livre. O usuário que comprar um aparelho desse (que custa 80 dólares) usa o telefone normalmente (chamando e recendo ligações), completamente livre de delays, e paga somente 25 dólares para falar o quanto quiser para qualquer lugar nos Estados Unidos, estando ele onde estiver no globo (pode-se optar também por uma tarifa econômica de 15 dólares/500 minutos).
Soluções com soft-phones (programas semelhantes ao Skype) também estão disponíveis pela mesma tarifa na mesma Vonage ou outras operadoras grandes, como a ATT, que já aderiu ao VoIP (afinal, se alguém vai matá-la, que seja ela mesma).
A Clone está se preparando para lançar algo parecido no Brasil. Enquanto isso algumas soluções corporativas já estão disponíveis por aqui também.
Qual o impacto disso?
Eu diria que semelhante ao impacto do computador sobre a máquina de escrever. Se as empresas de telefonia não começarem a investir em VoIP o quanto antes vão virar história. Afinal, quem quer pagar quase 40 reais por mês somente para ter uma linha de telefone em casa?
A tendência é a migração maciça da telefonia convencional para a VoIP. Veja só, você cancela sua linha de telefone, por alguns reais adquire um kit VoIP e assina um serviço de internet e outro de VoIP. O custo da suas ligações cai assustadoramente, você liga para o mundo inteiro sem custos adicionais e você ainda possui internet rápida. É ou não é atrativo?
Se as empresas de telefonia forem espertas vão começar a adotar o VoIP em sua infraestrutura, sem percebermos, e passar a cobrar menos pelo serviço de telefonia, sendo mais competitivas; além de oferecer o VoIP diretamente, como já estáfazendo a ATT. A linha de telefone vai ficar de graça e apenas o serviço vai ser cobrado. E cada vez mais barato.
Com o aumento gradual da velocidade da internet a VoIP tende a ficar cada vez mais barata. Em breve também teremos ofertas decentes de videoconferência.

O único custo vai ficar mesmo nos telefones celulares. Pelo menos atéa onda dos PDAs (Palms, Pocket PCs, SmartPhones e semelhantes) pegar de vez e o WI-Max se tornar uma realidade. Mas isso fica para outro artigo.

 
Obs.: Artigo meu em publicação no Fósforo Verde.