Casar ou ficar so
Ontem eu e a Mari fomos a uma palestra dada pelo Flavio Gikovate na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Foi a segunda de uma serie de seis intitulada Casar ou ficar so. Nao preciso nem dizer, casa cheia.
O cidadao conceituou Amor, Sexo e Liberdade. Foram definicoes muitissimo bem dadas, ainda que eu nao concorde plenamente com a definicao de amor (acredito que ele definiu um dos tipos de amor, o amor entre duas pessoas homem-mulher/homem-homem/mulher-mulher, e nao o amor).
Um brevissimo resumo:
Ele conclui que amor eh uma sensacao de aconchego. So existe porque sentimos falta das nossas maes porque fomos separados delas no parto, ja que o utero eh o lugar mais aconchegante do mundo. O amor seria uma maneira de nos sentirmos novamente completos. Nao eh uma sensacao agradavel, mas o fim de uma situacao desagradavel que eh estar so. Amor so acontece com um objeto externo que objeta nos completar. Logo, nao existe amor-proprio porque nao se aconchega em si mesmo. Amor nao se faz, amor se sente.
Sexo nao depende de objeto externo (pode-se faze-lo sozinho) e nao busca aconchego, eh, ao contrario, uma sensacao de tensao. Quase o oposto do amor.
Liberdade seria por em conformidade pensamento e acao. Eh-se livre quando algo que quer-se fazer eh feito e algo que nao se quer fazer nao o eh. Quando somos coagidos a fazer algo que nao queremos temos nossa liberdade tolhida. Conformidade entre Pensamento e Acao. Essa foi uma das definicoes mais legais.
O amor romantico foi o centro da palestra. O amor romantico exige a presenca dos dois em tudo. O casal so se separa em casos que nao pode optar (como o trabalho). Nos momentos em que nao ha obrigacao devem permancer sempre juntos. Se a mulher, por exemplo, quer ir visitar a mae o homem deve ir junto. Se o homem quer jogar futebol e a mulher nao quer ir, ele nao pode ir. Geralmente um dos lados eh mais forte e o outro acaba abdicando da sua liberdade. Ate uns anos atras o homem mandava e ponto final. Isso mudou. A minha impressao eh que hoje eh o contrario, a mulher determina e ponto final.
Num mundo onde a liberdade eh cada vez mais valorizada e a tolerancia a falta dela cada vez menor, uma relacao romantica esta fadada ao fracasso (nao necessariamente a separacao, mas ao fracasso, onde ambos estao infelizes). Ou se eh livre, ou se esta aconchegado, amando. Uma maneira de suavisar isso seria o relacionamente de pessoas muitissimo parecidas, aliviando os pontos de discordia sobre o que fazer. Ainda assim haverao momentos em que um quer A e outro quer B e novamente havera o conflito.
Achei interessante a mencao do fato de sermos muito mais flexiveis no comeco (primeiros 2 a 3 anos) do relacionamento. Acho que eh nessa hora que devemos prestar mais atencao se nao estamos nos enfiando em uma relacao de aprisionamento.
Muito interessante tambem foi outro ponto de vista colocado. A procura racional por alguem, livre daquela paixao de primeiro instante, acaba produzindo casais mais felizes. Ninguem gosta de viver aprisionado ou com alguem que vai contra tudo o que se acredita.
Ficou pendente para a proxima palestra uma nova concepcao de amor, diferente do romantico, para conciliar com a liberdade.
Estou achando essas palestras simplesmente sensacionais. Posso nao concordar com tudo que o cara fala, mas saio de la com mil pulgas atras da orelha e um monte de pontos esclarecidos.
Quem quiser ir, a proxima sera dia 17 de junho, quinta-feira, tambem no conjunto nacional. Os audios das duas palestras podem ser ouvidos ou baixados no site do Flavio Gikovate.
O cidadao conceituou Amor, Sexo e Liberdade. Foram definicoes muitissimo bem dadas, ainda que eu nao concorde plenamente com a definicao de amor (acredito que ele definiu um dos tipos de amor, o amor entre duas pessoas homem-mulher/homem-homem/mulher-mulher, e nao o amor).
Um brevissimo resumo:
Ele conclui que amor eh uma sensacao de aconchego. So existe porque sentimos falta das nossas maes porque fomos separados delas no parto, ja que o utero eh o lugar mais aconchegante do mundo. O amor seria uma maneira de nos sentirmos novamente completos. Nao eh uma sensacao agradavel, mas o fim de uma situacao desagradavel que eh estar so. Amor so acontece com um objeto externo que objeta nos completar. Logo, nao existe amor-proprio porque nao se aconchega em si mesmo. Amor nao se faz, amor se sente.
Sexo nao depende de objeto externo (pode-se faze-lo sozinho) e nao busca aconchego, eh, ao contrario, uma sensacao de tensao. Quase o oposto do amor.
Liberdade seria por em conformidade pensamento e acao. Eh-se livre quando algo que quer-se fazer eh feito e algo que nao se quer fazer nao o eh. Quando somos coagidos a fazer algo que nao queremos temos nossa liberdade tolhida. Conformidade entre Pensamento e Acao. Essa foi uma das definicoes mais legais.
O amor romantico foi o centro da palestra. O amor romantico exige a presenca dos dois em tudo. O casal so se separa em casos que nao pode optar (como o trabalho). Nos momentos em que nao ha obrigacao devem permancer sempre juntos. Se a mulher, por exemplo, quer ir visitar a mae o homem deve ir junto. Se o homem quer jogar futebol e a mulher nao quer ir, ele nao pode ir. Geralmente um dos lados eh mais forte e o outro acaba abdicando da sua liberdade. Ate uns anos atras o homem mandava e ponto final. Isso mudou. A minha impressao eh que hoje eh o contrario, a mulher determina e ponto final.
Num mundo onde a liberdade eh cada vez mais valorizada e a tolerancia a falta dela cada vez menor, uma relacao romantica esta fadada ao fracasso (nao necessariamente a separacao, mas ao fracasso, onde ambos estao infelizes). Ou se eh livre, ou se esta aconchegado, amando. Uma maneira de suavisar isso seria o relacionamente de pessoas muitissimo parecidas, aliviando os pontos de discordia sobre o que fazer. Ainda assim haverao momentos em que um quer A e outro quer B e novamente havera o conflito.
Achei interessante a mencao do fato de sermos muito mais flexiveis no comeco (primeiros 2 a 3 anos) do relacionamento. Acho que eh nessa hora que devemos prestar mais atencao se nao estamos nos enfiando em uma relacao de aprisionamento.
Muito interessante tambem foi outro ponto de vista colocado. A procura racional por alguem, livre daquela paixao de primeiro instante, acaba produzindo casais mais felizes. Ninguem gosta de viver aprisionado ou com alguem que vai contra tudo o que se acredita.
Ficou pendente para a proxima palestra uma nova concepcao de amor, diferente do romantico, para conciliar com a liberdade.
Estou achando essas palestras simplesmente sensacionais. Posso nao concordar com tudo que o cara fala, mas saio de la com mil pulgas atras da orelha e um monte de pontos esclarecidos.
Quem quiser ir, a proxima sera dia 17 de junho, quinta-feira, tambem no conjunto nacional. Os audios das duas palestras podem ser ouvidos ou baixados no site do Flavio Gikovate.
