Microsoft X O mundo
ps. Leiam somente a quem interessa...Minha resposta:
mas isso só mostra qnto a Microsoft é filha da p***
e como ela quero o "monopólio" do mercado...
como a palestrante falou, vc é viciado em usar o Windows, IE, etc.
pois além deles(a empresa) não pagar imposto por vc estar usando os programas deles(duvido q vcs tenham TDS os programas originais!!(Windows, office, etc.)), eles te acostumam a usar o windows, a ponto de, quando vai usar um outro sistema operacional (por exemplo o Linux) estranha, e fala q ele não presta...
Artigo do Jonas Galvez sobre a situação do mercado de browsers.
O que a Microsoft está planejando?
Os últimos meses representaram um período de descobertas para mim. Muitas descobertas, e novos conceitos adquiridos. Até poucos meses atrás, eu acreditava que tinha uma clara percepção sobre o mundo de desenvolvimento web, sobre as tecnologias mais fortes e melhores para se estudar. Eu estava errado. Ainda não tinha uma visão suficientemente clara sobre um assunto muito importante: browsers. Eu, como mais de 90% das pessoas conectadas à web, era um usuário do Internet Explorer.
Como programador, desde o começo soube dos problemas de incompatibilidade de CSS e _JavaScript nos browsers. Entretanto, sempre acreditei que isso fosse culpa da Netscape e de outros fabricantes de browsers. Para mim, isto tinha muito sentido. Simples. Eu tinha a idéia de que o sucesso do Internet Explorer era tão grande que os produtores de browsers alternativos estavam ficando para trás, não tendo mais condições de investir para que pudessem oferecer em seus browsers todos os recursos do browser da Microsoft.
Minha concepção sobre o assunto começou a mudar depois que conheci Claus Wahlers. O Claus é um talentoso programador ActionScript. Com 10 anos de experiência na linguagem C++, ele adquiriu uma enorme capacidade de trabalhar com projetos grandes. E resolveu aplicar essa experiência num revolucionário projeto: um browser em Flash. Basicamente, ele estava construindo uma engine de interpretação e processamento de XHTML, CSS, XForms, XFrames e SVG, com ActionScript. Uma engine completa, mais poderosa que todos os browsers. O projeto se chama DENG (Desktop ENGine), e foi concluído recentemente. O resultado é impressionante. Agora que XForms se tornou um padrão oficial do W3C, o DENG surge na mídia como um dos primeiros browsers que tem suporte à nova linguagem. O DENG não é um browser para uso pessoal. É um módulo especial desenvolvido em Flash, que está limitado ao Flash Player, e por isso, é mais lento. Porém, seu suporte aos padrões do W3C é impressionante. É possível até usar CSS3 com o DENG.
Pude acompanhar de perto o desenvolvimento do projeto, e após algumas conversas sobre padrões e CSS com o Claus, vi minha antiga idéia sobre o Internet Explorer desmoronar. Na verdade foi uma espécie de choque. De uma noite para outra, percebi que não conhecia nem 10% sobre a tecnologia que sustenta os browsers. Foi uma surpresa descobrir que, por exemplo, as propriedades do CSS que nos permitem alterar a cor da barra de rolagem no Internet Explorer não estão no padrão oficial do CSS definido pelo W3C. E a parte chocante foi lembrar que muitas pessoas reclamam energicamente sobre o fato de outros browsers não suportarem este recurso.
Em resumo, a Microsoft introduziu vários recursos proprietários no Internet Explorer, sem deixar transparente para os desenvolvedores o fato de que tais recursos não eram padrões oficiais do W3C. O resultado foi que, após algum tempo, programadores web começaram a adotar estes novos recursos e ao mesmo tempo ficaram frustrados, inocentemente, pela falta de suporte em outros browsers. Bom, até aí, nada de novo. Na verdade, todos já conhecem as práticas não muito éticas da Microsoft no mercado. E, mesmo sabendo disso, ninguém deixou de ser um usuário do Windows, e eu também não planejava deixar de usar o Internet Explorer, afinal, eu pensava que era de fato, o melhor browser.
Até que num dia, após ter lido um comentário sobre um novo browser, o Mozilla Firebird, fiquei curioso e decidi fazer o download. Num espaço de tempo de poucas horas, explorei e conheci tantos recursos que me deixaram chocados, de felicidade. No mesmo dia, decidi migrar para o Firebird. Li, e pesquisei sobre o assunto. Escrevi alguns artigos. Me tornei uma espécie de evangelizador do browser. Um dos meus artigos, em inglês, foi mencionado no blog de um dos programadores do Mozilla. Foi uma mudança drástica de comportamento. Passei a reconhecer o valor da comunidade open source. Pouco tempo depois, eu já estava lutando para convencer todos meus amigos a testarem o Firebird, e tive sucesso na maior partes das vezes.
É uma tarefa difícil. A partir do momento que você passa a comentar negativamente sobre uma tecnologia da Microsoft, as pessoas relacionam isso à questões ideológicas. Quando publiquei meu primeiro artigo sobre o Mozilla Firebird, recebi e-mails de pessoas dizendo coisas como "por que tanto ódio no coração?" e "se você visse o Bill Gates na sua frente, voaria no pescoço dele, né?". Hilário. Sim, mas foi triste constatar que a ignorância ainda está presente em grande parte da comunidade de profissionais da web no Brasil. Aliás, não só no Brasil, mas em todos países. Infelizmente, tenho a impressão de que o atraso é maior por aqui. O que as pessoas não entendem é que não se trata de ideologia, e sim de simplesmente saber reconhecer tecnologias melhores e mais modernas. Ou, melhor dizendo, por que viver atrasado?
Atualmente, uma boa mudança começa a se tornar evidente. Várias pessoas estão começando a perceber a importância de padrões. O interesse por técnicas melhores de webdesign também já é grande. No Brasil, por exemplo, já existe um website dedicado exclusivamente ao uso de CSS e XHTML para webdesign e também uma lista de discussão, a primeira do país, creio eu, que aborda o mesmo assunto. Browsers alternativos como o Mozilla Firebird e Opera também estão ganhando mais popularidade.
Umas das razões para o aumento da procura por estes browsers é o fato da Microsoft ter oficialmente anunciado que a nova versão do Internet Explorer só será lançada junto com o novo sistema operacional Longhorn. Isto significa ter que passar os próximos 3 anos usando o mesmo browser, algo que nem todo mundo está disposto a fazer. Mas, o que será que a Microsoft está planejando? Uma série de acontecimentos recentes podem nos dar uma boa idéia. E parte das suposições sobre a nova estratégia da Microsoft está preocupando várias pessoas, incluindo grandes nomes do webdesign, tais como Jeffrey Zeldman (fundador do A List Apart e autor do livro DWWS) e Eric Meyer (autor de vários livros sobre CSS).
Para começar, vamos analisar o caso da EOLAS. Para quem ainda não sabe, Eolas é uma empresa da Universidade da California, nos Estados Unidos. Uma empresa de um único homem. Que detém inúmeras patentes de software. Uma delas, cobre a tecnologia que permite o uso de objetos externos dentro de páginas da web, tais como Flash e Java. A Eolas recentemente decidiu processar a Microsoft pelo fato do Internet Explorer implementar esta tecnologia. Um grande fiasco. Foi provado, por várias pessoas, que a patente é inválida. Mas a decisão ficou nas mãos de um juiz, talvez completamente ignorante sobre a tecnologia da internet. O resultado é que a Eolas obteve a vitória. A Microsoft teria que pagar míseros 500 milhões de dólares para a Eolas. Normalmente, segundo seu histórico, teria efetuado o pagamento sem nenhum problema.
Curiosamente, a Microsoft preferiu alterar o Internet Explorer ao invés de pagar a quantia devida à Eolas. Essa mudança estará presente numa versão de atualização do Internet Explorer, que sai no começo do ano que vem, com o único propósito de se tornar imune à patente. A mudança já começa a trazer dores de cabeça para programadores web, que serão obrigados a alterar páginas para garantir compatibilidade. Na verdade, a mudança é simples. Para cada objeto encontrado em uma página, o Internet Explorer exibirá uma pequena janela com um botão "OK". Só para que o objeto não seja carregado "diretamente" na página, o que contorna a especificação da patente. Isso prejudicará tecnologias como Java e principalmente Flash, que hoje começa a se solidificar como uma plataforma robusta de desenvolvimento de aplicações para a web. Por que a Microsoft preferiu mudar seu browser ao invés de pagar o valor da patente? Ninguém sabe. Mas, um fato recente pode lhe fazer pensar um pouco. A Microsoft anunciou que uma tecnologia chamada Avalon estará presente no novo sistema operacional Longhorn. Essa tecnologia tem características muito similares as do Java e Flash. Acho que essa informação é o bastante para que você tire suas próprias conclusões.
Prosseguindo, comentarei sobre o acontecimento que me levou a escrever este artigo. Um blog focado em tecnologias da Microsoft, especialmente o futuro Longhorn, noticiou que uma nova linguagem estaria sendo desenvolvida pela Microsoft, e estará presente no Internet Explorer. Trata-se do XAML, XML Application Markup Language. Se implantada no Internet Explorer, a linguagem representará uma revolução no desenvolvimento de aplicações para a internet na plataforma da Microsoft. O XAML permite definir interfaces de aplicativos através de uma sintaxe XML, sendo que a lógica e aparência são definidas com _JavaScript (ou C#?) e CSS. Um entusiasta de tecnologias da Microsoft pode ficar excitado com essa nova possibilidade.
Mas, fato engraçado é que esse recurso já existe, e está presente no Mozilla (incluindo Mozilla Firebird). Chama-se XUL (XML User interface Language). Só não se tornou popular porque o Mozilla ainda é um browser usado por menos de 10% da web. Algo que, como já comentei, tende a mudar. E neste cenário, fico curioso para saber qual será o final da história. Será que os próximos 3 anos serão o suficiente para que Mozilla e outros browsers alternativos, que suportam padrões do W3C corretamente, ganhem um nível considerável de popularidade? Muitas pessoas acreditam que sim. E muitas pessoas estão trabalhando duro para isso, incluindo eu. Mas não podemos esquecer que hoje, mais de 90% dos usuários da web, nossos clientes, são usuários do IE, e estas pessoas não têm muito interesse e disposição para conhecer opções alternativas. Isso torna o futuro da web mais incerto do que já é.
Eric Meyer escreveu um artigo muito interessante sobre o assunto. Para ele, "when one company owns the medium, everyone else loses", ou, em português, "quando uma empresa domina o meio, todo mundo sai perdendo". Ele acredita que a Microsoft pode tentar conquistar um forte monopólio do mercado de comércio eletrônico, tornando tanto usuários, como desenvolvedores, dependentes da sua nova plataforma. Considerando o passado da empresa, é uma teoria muito coerente. E para ser honesto, isso me dá muito medo.
William,
Pega leve... Voce tem que pesquisar um pouco mais antes de chamar o pessoal de filho da puta...
Trabalho diretamente com isso e esse artigo esta meio tendencioso. Como o proprio autor disse, o artigo esta meio ideologico demais. So para ratificar:
A proposta de novos padroes em browsers, novas funcionalidades, nao eh pratica somente da Microsoft. A Netscape tambem o faz, o Mozilla tambem o faz, e muitos outros. Pegue um livro de JavaScript ou XHTML e voce vai ver isso claro, geralmente comparando Netscape e IE (o que sera um tanto inutil em um ou dois anos, ja que o Nescape foi extinto e seus ultimos programadores demitidos). Os padroes e novas funcionalidades sao implementados e submetidos ao W3C, entidade regulamentadora dos padroes da web, que as vezes o aceita, e as vezes nao.
Por exemplo, o padrao para esquemas de XML atual aceito pelo W3C eh XSD, proposto pela Microsoft e aceito como o melhor. A Netscape, a Mozilla tambem propuseram outros, mas nao foram aceitos. Eh tipo uma concorrencia pela excelencia. A Microsoft tambem sugeriu ao W3C o uso de VBScript como Linguagem padrao para Scripts em Browsers, mas nao isso nao foi aceito e o JavaScript foi escolhido. Resumindo, ganha-se umas, perde-se outras. O W3C eh uma entidade bastante imparcial.
Quanto a estar de acordo com padroes novos, como CSS2 ou ainda CSS3 (nem sabia que existia), HTML 4.0 ou ainda XHTML 1.1, eh algo extramemente dificil de fazer. Tanto eh que nenhum browser dos lideres (Mozilla, Netscape, IE) o faz completamente, pode pesquisar. Eh algo que so sera alcancado com o tempo, exatamente como foi com o HTML 3.2 e 2.0. Francamente, eh algo que esta muito longe de acontecer ainda porque a internet eh lotada de gente que nao usa nem HTML 3.2 direito e nao tem a menor ideia do que eh CSS, XHTML, ou DHTML.
A Microsoft tem ido na direcao do uso de tecnologias padronizadas, como o XML. Prova disso eh o novo ambiente de desenvolvimento deles, totalmente integrado a essas tecnologias, por exemplo usando completamente os padroes W3C nos Web Services, se comunicando com programas em qualquer plataforma, desenvolvidos em qualquer linguagem, como Java por exemplo. De uma olhada e voce comprovara isso.
Tecnologia eh uma guerra. Na minha experiencia, ganha quem eh melhor. Ta certo que Bill Gates eh um bruta marketeiro, mas marketing nao ganha quando se trata de produtos que PRECISAM funcionar. Veja um exemplo disso na coceira que o Linux deu e da aos servidores da Microsoft, que se viu obrigada a focar mais na seguranca e menos nas funcionalidades para a nova versao de servidores (Windows Server 2003). O mercado, os especilistas disseram: Windows 2000 eh vulneravel. Ela ouviu e melhorou o produto. Marketing, antes de tudo eh isso, ouvir o mercado. Um bom produto nao precisa ser anunciado, ele se vende por si so. Eh isso que os programadores Open Source muitas vezes nao fazem e ficam pra traz, fazendo um Linux que so quem pode usar sao usuarios avancadissimos. Eh obvio que a adocao desse sistema para usuarios domesticos eh desprezivel. De que adianta fazer um produto maravilhoso, hiper funcional, que ninguem quer?
Aproveite essa pergunta e aplique-a tambem a estar de acordo com CSS3. Para que? O que o mundo ganha com isso? Ta certo, ela deve ser muito mais funcional, bla bla bla, mas o objetivo de qualquer programador eh ter sua aplicacao funcionando. Dane-se se for com HTML 1.0 ou XHTML 1.1, com ou sem CSS...
Um abraco,
Gi
